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Meu perfil Estados Unidos, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Italian, morando em Germantown, MD. |

Mudanca de blog
Cari amici, como eu nao vou ficar assinando o UOL so' pra blog, fiz outro pra mim, assim como outro fotoblog. Entao esse ja' era, nao vou mais postar nada aki. Eis os novos enderecos:
http://funiculifunicula.blogspot.com/
http://www.picturetrail.com/omundoeseusarredores
Enjoy!
E ate' a proxima!
Vivi.
Tô meio em clima de despedida agora, em relação a várias situações: é o ano de 2005 que acaba, é a minha amiga Isa que vai pro Brasil (mas ainda bem que volta pra cá depois!!!), é a minha despedida (temporária) do Condado pra passar as minhas férias em Nova Iorque com o Mark (que vão de 24 de dez a 1º de jan), é a despedida do meu relacionamento com o Peter (agora acabou de vez, snif!)... É chato quando as coisas acabam, mesmo as que menos nos agradavam. Eu sempre tive problemas em me desligar das coisas rapidamente, simplesmente não consigo, principalmente em questão de relacionamentos. Eu prefiro tentar ficar com a pessoa até que se extingua última gota de esperança. Mas é ruim ser assim, pois no final você e a pessoa estão quase se matando pra ficar juntos, e isso é suuuper desgastante, além de te dar uma baixa na auto-estima legal, e é por isso que não quero mais isso pra mim. O Peter, p.ex., eu gostava dele, muito mesmo, mas a gente não ia dar certo, ele é muito orgulhoso, teimoso, indeciso (diz que quer casar comigo mas volta e meia some, e só reaparece quando dá na telha!) e o pior: me queria sempre disponível pra quando ele precisasse de mim, quando eu tinha de largar tudo o que estava fazendo e sair correndo pra vê-lo na hora (mas o oposto não se aplicava!). Eu sempre tive essa tendência a ser “disponível”, em querer agradar e servir o outro, em fazê-lo feliz. Eu era assim tb com o meu namorado de 7 anos, o Marco Aurélio (que curiosamente lembra muito o Peter...), e meu Deus, como sofri por isso! Esse comportamento é quase um convite do tipo “pode me usar e abusar quando quiser, e não se preocupe se eu vou gostar ou não, pois o importante é você”! Achei que estivesse “curada” depois que terminamos (eu e o Marco), mas quando achei o Peter, vi que o problema não era com eles, mas comigo, pois quem sempre se esquece de mim sou eu! Bom, agora decidi dar adeus (+ uma despedida!) a esse tipo de pensamento e tudo o mais que me remeta a ele (então Peter... rodou!) e portanto, decidi tb dar uma chance de verdade ao Darrell e ao nosso namoro. Findi retrasado a Isa veio passar o findi comigo aqui na floresta, e depois que ela o conheceu só ficava falando pras outras meninas que ele era um amor, um doce, que gostava muito de mim mesmo, mas que eu maltratava demais o menino, que ele era bom demais pra mim, é mole? Rsrsrs... Bom, mas nesse findi, no Sábado à noite, saímos eu, ela e Darrell pra jantar no Benningan’s em Ellicott City, se não me engano, e depois fomos para Annapolis downtown, no bar em que o irmão dele trabalha, o Riordan. Eu e Isa bebemos pouco, mas já foi o suficiente pra gente passar o tempo todo rindo, cantando no carro e zoando os outros no bar. Aliás, ela ficou impressionadíssima com a maneira que tratam as pessoas nos bares, e isso foi muito engraçado! Como a night dos EUA em geral acaba às 2:00am (cedíssimo para o padrão carioca!), à 1:30am os funcionários do bar começaram literalmente a gritar no ouvido de todo mundo “Drink up and get the hell out of here! The bar is closed!” (Acabem de beber e dêem o fora daqui, o bar já fechou!), e isso fez com que a Isa ficasse ora repetindo essa frase incessantemente (até ficou imitando os caras por trás deles pra dar + realismo a coisa!) ora reclamando com o Darrell que isso era um absurdo, que no Brasil se fizessem isso ninguém mais voltava no bar, etc. Eu e ele só fazíamos rir e depois que saímos de lá o Darrell me perguntou brincando: “Baby, todas as brasileiras são assim loucas que nem vocês?”, hahaha! What a night... E no dia seguinte fomos eu, Isa, Carla e Janet passear + um pouquinho por Washington DC, e fomos visitar a Árvore de Natal Nacional, que está posta em frente a Casa Branca é bem grande, e tem outras 50 árvores pequenininhas em volta, representando os 50 estados americanos. Mas vou te contar, que árvore feia essa, viu? Decoração pior que as árvores lá do Saara do Rio, ô coisa brega! Tinha de ser de americano mesmo...
Bom, esse findi passado não fiz muito, só na Sexta à noite saí com Janet e sua amiga alemã que esqueci o nome para o Griffin’s, em Annapolis mesmo. Foi legalzinho, mas como tive de trabalhar de manhã, meia-noite já tava dançando bocejando. E além disso o Darrell desde Terça-feira até ontem estava mais uma vez na Flórida fazendo treinamento antibomba, antiterrorismo e todos esses antis típicos de americano. Poxa, senti mesmo falta dele, que todos os findis passa comigo, e agora não vejo a hora de vê-lo de novo! Por isso, acho que hoje vou dar uma escapulidinha à noite para encontrá-lo lá no trabalho dele e matar um pouco da saudade... delícia!
Ah, e pra minha amiga Milena, que vai pra India e pra França, desejo que essa viagem seja a dos seus sonhos, meu amor, e que tudo corra bem com vocês lá, ok?! Estou torcendo daqui pra isso!
E como agora só volto a dar notícias ano que vem, depois das minhas férias, desejo a todos Feliz Natal, Ano Novo, Hanukkah, etc, e que 2006 chegue pra alegrar e pôr mais amor em nossas vidas! Tudo de bom pra vcs! À bientôt!
Amarela de Neve
Gentem, vi neveeee!!! Ebaaaa!!! Começou a nevar ontem aki, e à noite mesmo eu e Kelly saímos para brincar na neve. Fizemos trilha na neve, guerra de bola, sacudimos árvore... até comer neve eu comi, à sugestão de Kelly (e tem um gostinho nada legal, ecou!). Agora está fazendo –2 graus, nada mal ainda, e a paisagem mudou completamente, totalmente branca! É uma coisa muito bonita mesmo, mas se tem uma coisa que não combina com neve, é cabelo! O encanto e magia da neve acabaram quando começou aquela ventania que jogou neve no meu cabelo todo! Voltei correndo pra casa, logo hoje que meu cabelo acordou bonito (o que não é todo dia meeeesmo!), assim como minha franja, que cortei tão bem depois de eras! Aliás, se antes as pessoas me confundiam com índia (um dia um cara no 7Eleven me perguntou se eu era da India, nada a ver!), agora elas terão certeza, hehe! Tb devo a beleza atual das madeixas à minha querida vizinha suíça Janet, que cortou o meu cabelo melhor que muito cabelereiro profissional! Ai, o que seria de mim nessa floresta sem minha amiga... Bom, a parte ruim da neve, é que eu acho que estou meio amarela, perdi aquela cor bronzeado-do-verão-carioca que tinha antes do inverno, buáááá! O máximo que fico é com as bochechas vermelhas pelo frio – agora sei pq quem mora em país frio fica todo vermelhinho, que gracinha :-).
Que saudades do Rio, findi só fico imaginando geral indo pra praia, coisa que amo fazer! Mas sabem de uma coisa? Ainda sim acho que agora não tem melhor lugar do que esse para estar... Se bem que hoje de manhã levei só a menina na escola (que abriu, assim como todas as escolas da região, 2 horas depois do horário normal por causa da tempestade de neve), mas vcs pensam que fui quentinha de carro? “De jeito nenhum!”, disse a mala da minha host, “Vc nunca dirigiu em neve!”, e me fez entupir a Kelly de casacos e andar com ela até o topo da driveway pra esperar o ônibus, grrrr! Mas e agora, o que é que vou fazer? Vou me vestir (10 min. só botando roupa!) pra pegar as kids na escola e andar de novo até o topo da minha driveway pra pegar o carro pra buscá-las. Ninguém merece!
Bom, de qq forma, hoje eu e Kelly faremos o Snowman, o Homem de Neve, e vou tirar um foto da escultura, daí depois ponho no fotoblog. Au revoir!
Indecisa, eu???
Então a história é assim: conheci o Peter há 3 meses, namoramos o primeiro, e foi o melhor mês de namoro de toda a minha vida! Tivemos um “connect” que nunca senti por ninguém, e me apaixonei instantaneamente, coisa de amor à primeira vista! Nos falávamos durante a semana no telefone (pois moramos em estados diferentes, cerca de mais ou menos 1 hora e meia de distância um do outro) e passávamos os findis sempre juntos, de sexta à domingo. E assim foi, até que super repentinamente terminamos, porque um dia ele se descobriu confuso quando sua ex-namorada tcheca voltou para os EUA e pediu pra voltar pra ele. Fiquei pau da vida mesmo, desci o barraco nele e nunca xinguei tanto alguém em inglês! Acho que tb nunca chorei tanto na vida, coisa de umas duas horas sem parar, fora aqueles choramingos subseqüentes durante o dia que volta e meia surgem do nada enquanto vc está vendo TV ou fazendo comida.
Duas semanas depois nos reencontramos para eu pegar as minhas coisas que estavam na casa dele, e acabamos ficando. Foi maravilhoso, ai que saudade que estávamos um do outro! Queria vê-lo todos os findis, se possível, mas nós não éramos mais namorados, então não poderia cobrar isso dele. Tb não queria voltar a namorar com ele, estava com medo de me machucar de novo. Então daí em diante, e até hoje, nos encontramos com uma certa regularidade, tipo duas semanas sim e uma não, ou vice-versa. Nunca sei se a semana é a sim ou a não, e daí nesses dois últimos meses acho que não existe mulher mais ansiosa que eu!
Bom, nesse meio tempo, ele conversou com a ex, ficaram juntos durante 1 semana e depois terminaram. Disse ele que isso foi bom pra ele ver de uma vez que eles jamais se darão bem, que ele não é homem pra ela, que eles já não se gostam como antes, acabou mesmo e aquela conversinha fiada toda. E eu, por outro lado, conheci o Darrell, um policial americano super gente fina, e comecei a sair com ele há um mês, mais ou menos, até hoje. Nos damos super bem, ele é super romântico, amigo, está sempre querendo me agradar e tal, mas tem dois problemas cruciais: primeiro, ele cismou que achou em mim a esposa perfeita pra ele! Sem brincadeira, nos conhecemos há 1 mês e ele semana passada no cinema, no meio do filme, ele vira pra mim do nada, me beija e diz: “You know what, baby? I love you. I really do”. Cara, como assim “eu te amo”? A gente acabou de se conhecer! Disse que ele estava se apressando, confundindo as coisas, não tive palavras. Mas ele insistiu em que sabia o que sentia, e que um dia iríamos nos casar. Ele tenta me convencer de tudo quanto é forma, diz que vamos morar na casa que ele vai comprar agora, que vai comprar um carro pra mim, que se eu quiser trabalhar vou poder procurar um emprego com calma, que se eu quiser deixar de ser au pair agora pra ficar com ele eu posso, etc. No way, Jose! Eu tenho que, pelo menos, gostar muuuuito da pessoa pra casar, e não é o caso. Gosto de ficar com ele, mas deixo claro que vou embora e pronto, portanto, sem expectativas para o futuro, por favor. E o seu segundo e pior problema: ele não é o Peter.
Além disso, semana passada foram as minhas tão merecidas férias!!!
Bom, foram só os 4 dias do feriado de Thanksgiving (Dia de Ação de Graças), mas pra mim foi tudo ficar taaaanto tempo longe da Louca e sua cria, que alívio! Eu iria pra casa do meu amigo lindo Mark, em NY, mas acabou que fui parar onde? Na casa do Peter, claro, depois de ele muito insistir no tel pra eu passar a ceia de Thanksgiving com a família dele e o resto das férias com ele. Fui e foi, pra variar, ótimo, uma verdadeira lua-de-mel! Mas tb tivemos nosso bate-boca, que culminou em ele dizer que me chamou pra ir pra casa dele porque gostava muito de mim, e principalmente, para ver como passaríamos tanto tempo juntos sem se desgrudar, se iríamos agüentar até o fim, pois ele queria ver se teriamos condições de... casar! Acabou que no dia que tive de voltar pra masmorra da minha casa, ainda não queríamos nos desgrudar...
E ontem, o Darrell me buscou no college, me esperando pacientemente depois de 45 min. de atraso, pois fiquei conversando com o meu professor de francês. Dai fui encontrá-lo e ele veio cheio de saudades pra mim, aproveitando para voltar no assunto “Vc ainda vai se casar comigo”, haja paciência. Bom, depois de tudo isso, penso cá comigo: largo o certo pelo duvidoso (sendo que se casasse, só seria com o duvidoso mesmo!)? Ou espero pra ver melhor como ficará a situação? Por outro lado, Natal o Peter já disse que quer que eu vá passar de novo com a família dele, mas daí o que eu faço com o outro? Já estou pensando na possibilidade de ficar aqui nos EUA (ai meu Deus, o que o amor não faz com a gente!!!) e arrumar um emprego que mude meu visto para o de trabalho, assim que eu acabar essa chatura de ser au pair, mas isso é meio difícil de conseguir. E depois, será que minha tão sonhada ida à Itália vai rodar? Ai Dio santo, o que eu faço???
Acho que minha cabeça vai fundir...
And raindrops keep falling on my head...
Já decidi: não vou mais reclamar. Chega. Eu ando muito reclamona esses últimos tempos, acho que eu não era assim! Bom, eu era sim, aliás sempre fui meio resmungona mesmo (quem morou comigo sabe!), mas acho que desde que resolvi ser au pair e percebi que as coisas não eram exatamente como pensava, comecei a ficar meio chateada com a vida. “Poxa, por que não ganho mais? Por que a minha host me persegue? Por que não acho um cara maneiro pra namorar e sossego logo com ele? Por que é tão chato e difícil fazer de uma vez esse raio de dieta? Por que eu tenho ovários micropolicísticos que deixam minha menstruação (e o meu humor) flutuantes e irregulares? E por que é que eu ainda tô nesse país, meu Deus?”. Resposta a todas as perguntas: “Ora, porque sim!”. Ontem li com uma amiga sobre o meu arcano pessoal num site, e lá dizia que eu passarei por situações na vida de forma a desenvolver a tolerância, e na hora pensei “Cacete, estou fadada ao sofrimento constante até eu morrer!”. Mas depois, conversando com o meu amigo psicanalista Gustavo (Gugu, valeu pela enoooorme paciência, te amo muito, viu?!), vi que a vida é assim e que eu é quem tenho de me adaptar ao que ela me oferece, é a maldita pedra no caminho que tenho de compreender e contornar... Por isso, não vou mais falar da minha hostmother, ela é louca, tenho histórias de loucura dela todo o santo dia, mas não vou mais perder o meu tempo falando da belzebu até pq ela não vai mudar mesmo! Eu tô sem dinheiro e é isso. Já sei que não vou mais pro Canadá e Califórnia, não vou poder ir a uma “shopping spree” de sapatos e roupas em Nova Iorque ou mesmo sair a qualquer hora com as amigas pra almoçar ou pra night. Parei de comprar sapatos. Eu tenho de juntar dinheiro pros meus planos, senão nunca vou além no que programei pra mim. Vai ser o cacete, mas ainda bem que agora tem o Darrell pra eu sair de vez em quando – e com ele eu nunquinha gasto $, não por mim, mas por ele mesmo que não admite que eu pague nada! Bem, ele tb é realista e sabe o quanto eu ganho... Agora que acho que estamos namorando
! A dieta ainda não comecei (semana que vem, talvez...), mas já criei força de vontade pra parar de comer essas porcarias há tempos, e é isso que está me segurando na balança. E desde mês passado estou tomando pírulas para regular meu ciclo e acabar com as espinhas (ebaaaaa, au revoir malditas!). Cansei de esperar da vida, vou viver com o que ela me dá e ponto. Alias, agora percebo que, na verdade, tenho exatamente tudo o que pedi da vida! Estou nos EUA, sou au pair, tenho um namorado que me adora, não moro mais com a mamãe, finalmente acabei o meu relacionamento de 10 anos com o Marco (sim, é muito! e acreditem, iria durar mais se eu não tivesse vindo pra cá, santa terra!), tenho toda (ou melhor, bastante, toda ainda não) a liberdade do mundo de ir e vir, tenho pessoas maravilhosas aki comigo que não deixam eu me sentir sozinha, tô dura mas nunca tô zerada, e tb sempre tem alguém pra me ajudar caso precise... Nossa, eu tenho tanta coisa boa aki!!! Que bom que eu estou nesse país, ele e seu povo tem seus defeitos, mas tb tem tanta coisa legal a oferecer, e agora no outono ele está tão bonito... E o Darrell chegou pra mostrar pra mim essas coisas e, principalmente, que nem todo americano é safado e quer se dar bem em cima dos outros. Lembrei do que recebi por email outro dia: “Senhor, dai-me tolerância para aturar meu chefe, porque se me der forças eu arrebento ele!”, hehehe, essa é mesmo pra mim! Mas a propósito dos nossos desejos, nós temos sempre tudo o que pedimos mesmo, isso acontece com todo mundo! Faz um flashback na sua vida e vê se não é assim! Bom, o problema é que depois que temos, a gente vê que não é bem aquilo que queremos e mudamos de desejo, e daí lá vai de novo a vida tentar consertar a burrada que pedimos e nos oferece novos caminhos. Por isso, cuidado com o que vc deseja, pois pode ser atendido... (essa é de arrepiar!). Sai Baba, um avatar indiano, diz sabiamente sobre isso: “Vos darei o que pedis na esperança de que peças aquilo que vim vos dar: Amor”, e é sobre isso que é a vida, ela atende os nossos desejos para que um dia paremos de desejar, pois eles são um poço sem fundo, quanto mais você tem, mais você quer. E no final das contas, é só o Amor que fica...
Agora a minha trilha sonora é a música “Raindrops Keep Falling On My Head”, que eu adoro, é sempre um prazer ouvi-la (estranhamente ela tem aparecido com freqüência no meu radio, pq será???). E como ela, a partir de agora, eu vou seguir o meu caminho…
Raindrops keep falling on my head
but that doesn't mean my eyes will soon be turning red
crying's is not for me
'cause I'm never gonna stop the rain by complaining
because I'm free
Nothing's worring me
***
Amores complicados...
Esses últimos findis foram tudooo! Sábado retrasado fui com a Isa a uma festa de Halloween na casa da Christine, organizada por Simone e Luciana. Pra variar, tive de chegar antes, pois Simone me botou pra trabalhar (esse pessoal não entende que sou guest, na próxima já avisei que vou chegar junto com todo mundo!!!). Na verdade, nem fiz muita coisa não, mas já tava um pouco cansada logo no começo da festa, pois de manhã tinha rodado Annapolis toda à procura de um casaco pra mim e de fantasia para o Peter. Sim, ele tb me botou pra trabalhar, pois disse que estava sem tempo de ir às compras para isso (homens e compras às vezes não combinam...). Mas ontem percebi uma coisa que não queria perceber antes… Bom, a festa estava animada, e todo mundo elogiou minha fantasia – fui de enfermeira sexy, vestido curtinho, meia calça 7/8, estetoscópio, rsrsrs… ficou show mesmo! Aliás, comprei essa fantasia 1 semana antes do Halloween com a Si, Clarissa e seu filhinho de 9 meses (que foi fantasiado de Mickey, uma gracinha!) e nossa! como rodamos pra achar alguma coisa! Lojas lotadas de gente e quase tudo acabado. Quando achei finalmente a minha abracei-a como a um filho para não tirarem de mim, pois a parada já tinha virado lei da selva! Essa época é coisa de louco mesmo! E as decorações das festas? Filmes de terror ficam no chinelo, é caixão, gente morta enforcada, caveiras, ratos, aranhas, Fred Kuegers e tudo mais de horroroso possível. E, claro, tudo com muito sangue! Os brasileiros em geral detestam essas decorações, e os americanos adoram! Tem loja de Halloween que criança não pode entrar, pois as coisas são super “pesadas” para menores! Cruz credo sete vezes, mais uma vez mal gosto é com os americanos mesmo!
Bom, mas voltando à festa (que teve uma decoração bem legal), estava cheia de gente, animada, eu estava curtindo muito mesmo, até que olhei a hora e vi que já eram 11:00 pm! Cara, de repente fiquei deprê, muito, pois o Peter ainda não tinha chegado, e pela hora não chegaria mais! E ele que tinha insistido tanto pra ir, nos falamos durante a semana combinando tudo, e na hora ele não aparece? Me senti como se tivesse levado um bolo daqueles bem grandes, sabe? Daí já fiquei mal, não queria mais dançar, comer, rir, nada. Eu sei, eu sou um saco mesmo, mas nem eu sabia que estava esperando tanto assim de uma pessoa, eu me surpreendi com minha própria reação! E por quem, meu Deus? Por uma pessoa que nem meu namorado mais era, que achei que já estivesse over há tempos, que só saía para me divertir nos findis e nada mais... Daí eu percebi… o quanto eu gosto desse rapaz, Dio mio! Ali mesmo meu mundo desabou, pelo bolo, pela infeliz constatação, por eu não ter me tocado disso antes... quis morrer, não via mais a hora ir pra casa dormir! Mas eis que no meio dos meus loucos devaneios... surge ele!, sorrindo por ter finalmente me encontrado na festa e pedindo desculpas pelo atraso, mas que tinha se perdido, e tentou me ligar mas ninguém respondeu (depois vi o celular da Simone, que estava comigo, c/ 4 chamadas não atendidas! Oops!). Fiquei tããão feliz de vê-lo!
Nem preciso falar que a festa ganhou outra cor pra mim, né? Foi tudo de bom, ficamos “algemados” o tempo todo (ele foi de prisioneiro!) e a noite foi maravilhosa...
Mas findi passado, a coisa complicou um pouquinho... Passei o findi todinho de novo com o meu papucho Peter, e pra variar foi ótimo! Mas domingo tb acabei indo num date com o Darrell, o policial que conheci. Estávamos nos falando já há 3 semanas e nada de sair com ele, daí domingo foi a deadline. Gostei da saída, foi bem legal. Ganhei um buquê de rosas e tudo, que gracinha! E ele tem um papo super agradável, além de me fazer rir o tempo todo. Mas agora está meio que havendo uma cobrança (palavra que detesto!) da parte dos dois pra eu decidir se vou namorar ou não e, principalmente, pra eu ficar aki nos EUA, tudo o que não queria!
Ai que situaçãozinha, eu até queria namorar enquanto estivesse aki, mas não dá, é arriscado demais. Não quero me envolver justamente porque não quero ficar, mas tb não posso falar pra ninguém “Vamos ser o casal mais feliz do mundo... mas até Abril, ok? Pq daí então eu parto daqui e Hasta la vista pra vc, baby!”. E mesmo jogando limpo, deixando a pessoa a par dos planos, sempre há uma esperança de que “ela vai mudar de idéia, eu vou convencê-la até lá”, e etc. Apesar de eu estar certíssima de que em Abril vou embora, não queria ficar sozinha, mas tb não queria me magoar de ter de partir, e nem fazer isso a ninguém...
Pois é... E agora, José?
Cops
Tem um programa de TV aki chamado “Cops”, mostrando policiais em ação, não combatendo “super crimes”, mas lidando com pessoas comuns, com coisas de dia-a-dia. A principal situação é aquela famosa parada que o policial te dá no trânsito: eles ficam no carro numa parte da rua escondidinhos, pra vc, otariamente, passar acima da velocidade por ele (mas sem vê-lo), e ele sai de repente da toca com aquele “ióuióuióu” horroroso, e com as lanternas do carro rodando parecendo que tem um verdadeiro circo atrás de você, que é obrigado a parar no acostamento. Então o “officer” sai do carro e vai até o seu com uma attitude arrogante e superior, e põe uma laterna que detesto na sua cara enquanto te faz perguntas idiotas, pede teus documentos, etc. A maioria pára numa boa e segue o protocolo, mas tem uns doidos e outros que se desesperam (pq são menores, pq têm maconha dentro do carro, pq não querem pagar multa ou pq são doidos mesmo) e saem correndo pra tentar fugir da polícia. Claro que desses, a maioria não é tão piloto assim e acaba sendo pega pra ir direto em cana. E “Cops” mostra essas perseguições e outras bizarrices em que os policiais se metem, as quais sempre falo que não vou ver, mas quando vejo, já estou torcendo pro policial pegar o safado que quase atropelou a velhinha ao cruzar o sinal vermelho, ou pro bandido bonitinho mesmo. Mas cada vez que vejo esse programa, cresce em mim um sentimento antagônico pelos policiais americanos. Eles são marrentos, se acham melhores que os outros, a própria lei encarnada na terra, e te tratam como o cocô do cavalo do bandido quando te param, fazendo o mais prudente e responsável dos civis se sentir o pior dos criminosos e isso é, no mínimo, constrangedor. Mas, por outro lado, eles são tudo o que gosto num homem: atraentes, têm porte, decididos, valentes, sérios, responsáveis, e principalmente, têm um uniforme... Adoro uniformes (+ uma das minhas taras, hehe!), e até o + feinho deles fica irresistível com um! E eu já tive a oportunidade de conferir de perto os “materiais”, pois já fui parada umas três ou quatro vezes por eles – mas tb, esses limites de velocidade mínimos daki são surreais pra quem vem do Rio de Janeiro como eu! No entanto, na última delas, que foi semana retrasada no college onde estudo, me surpreendi. Nunca levei uma multa, pois sempre que falo que sou estrangeira e apresento a carteira internacional de motorista (que eles não conhecem!), eles acabam deixando pra lá, muito trabalho pra papelada deles! Mas dessa vez achei que ia finalmente levar uma, estava toda errada, sem farol à noite, acima da velocidade, não parei em sinal de “Stop” nenhum... Porém, com jeitinho, comecei a me justificar pro officer, dizendo que não tinha niguém na rua, que vi antes de passar o Stop, que era nova nos EUA... e ele todo sério, sem falar nada. Mas daí, quando disse que era brasileira, meu Deus, o carinha se transformou! Começou a ser todo sorrisos pra mim, começamos a bater o maior papo, tentou até arranhar um português comigo! E ele disse que em 16 anos como policial, nunca conversou tanto tempo com uma pessoa que tivese parado! Conclusão: não levei a multa, mas sim o telefone do policial! Ebaaa, “se” dei bem, mas não é que ainda não liguei pra ele? E terça passada ele me achou no college de novo e me cobrou o telefonema, diz estar super ansioso pra sair num date comigo! Demorou, o “puliça”, como diz a Cris, vai rodar na minha mão, hehehe!!! A propósito, minha amiga Milena me indicou uma comunidade no Orkut mais minha cara ainda: “Eu não valho um cream cracker!”, hahaha! Valeu Mi, já adicionei!![]()
Taras e manias
Não é de hoje que tenho um amor secreto (ou nem tanto!) na minha vida, uma tara daquelas que vc, sem saber, nunca deu muito ouvidos, mas que esteve sempre ali, e um dia desabrochou. Não, não é homem não, mentes sujas, nem o que se faz com eles! Realmente, adoro homens, principalmente os interessantes, atraentes, inteligentes e que dão o “connect”, o click” comigo (conexão é algo fundamental!) mas não é o caso. Estou falando de sapatos! Sim, eu amo sapatos, mas no Brasil nunca tive muitos, sempre fui na media em termos de consumo. Um dos motivos é o tamanhinho do meu pé: calço 41, e isso era a maior dor de cabeça pra achar sapato pra mim! Além disso, eles eram muito caros, e não tão bonitos assim, já que eram especiais. É que nem roupa pra gente gordinha: cara, a maioria é feia, difícil de achar, mas ainda sim o gordo tem de comprar, afinal não dá pra andar pelado! Mas aqui nos EUA percebi que o pé da mulherada é na média maior que o das brasileiras, só um pouquinho, mas isso já é o suficiente pra achar o meu número em todas as lojas que eu vou, e muitos super baratos, coisa que não acontecia no Brasil! Daí já viu, aquela atração que tinha por sapatos acabou vindo à tona, e agora eu estou me deliciando com as minhas novas aquisições! Eles são lindos, de todos os estilos e cores, se ponho qualquer um deles já me sinto linda e arrumada, independente da roupa que use (mas em geral os sapatos têm esse poder mesmo, nunca reparou?).
Mas há pouco me aconteceu uma coisa muito estranha, e que vem se repetindo, pro meu azar. Eu falo que é a maldição dos sapatos novos: toda vez que uso um sapato novo e saio sozinha pra ir a algum lugar sem carro, pronto, me perco! Já me aconteceu três vezes, e pior, sempre numa situação em que calço-os por saber que não vou andar muito, afinal são novos e podem apertar aqui, machucar ali... Mas são nessas situações justamente quando + ando! A última foi indo sábado passado para a festa surpresa do Dalton, na casa da Simone, em Rockville (a mais ou menos 1 hora daki de Barbacena). Já fui lá outras vezes na casa dela, mas ainda sim consegui me perder! E sempre sempre sempre tenho de andar muuuuito pra me achar, coisa de meia hora ou mais! Ainda bem que nenhum deles me deixou na mão, todos passaram nesse teste de fogo, e com louvor! A bota ma-ra-vi-lho-sa que usei pra ir pra festa não me decepcionou, e ainda mantive o gás para, depois de toda aquela andança na chuva, ficar com ela nos pés até às 3 da manhã!
Não tenho do que reclamar em termos de sapato aki nos EUA, contudo, só fiquei triste com uma coisinha até agora: a loja Aldo, que tem os sapatos (made in Brazil!) mais maravilhosos, chiques, estilosos, os mais lindos do mundo... mas que não cabem em mim! Eles têm o meu número, mas as formas são mínimas e só cabem no pé de modelos esquálidas ou de gente muito pequena, ou seja, o oposto a mim, que tenho 1.72m e nunca fui magrela! Minhas amigas que compraram lá só levaram os de números maiores que os seus, mas o último é o meu, daí não tem maior pra mim, snif! Mas dos males o menor, pq vou te contar, os precinhos de lá... Peter me disse, rindo, quando contei a história pra ele: “Graças a Deus que vc não pode comprar lá, senão certamente iríamos à falência!”. E pior que é engraçado porque é verdade... Como disse Oscar Wilde, "Posso resistir a tudo, menos às tentações"!
Tenho um amigo inglês de longa data, o William, que ama o Brazil de paixão, tanto que se casou há quase 2 anos com uma amiga sua brasileira, que conheceu em Londres, só pra ter o Green Card brasileiro! Morando aki nos EUA, vejo tanta gente de lá querendo imigrar pra cá ou pra Europa, que quando aparece o inverso acho engraçado! Contudo, um dia desses ele me conta que estava super feliz, pois iria ganhar o direito de trabalhar no Rio e poderia finalmente realizar seus planos de abrir um negócio por lá e etc, mas não é que há pouco a Polícia Federal bateu lá na casa da sua “esposa”? Foram lá “averiguar” a situação, ver se eles eram realmente um casal ou se era armação pra ele imigrar, e daí desandaram a fazer perguntas pra ela sobre ele, pediram pra ver pertences pessoais, fotos, etc. E o pior é que ele estava em Londres nesse dia, mas ainda bem que ele tinha deixado algumas coisas na casa dela antes de viajar. E ela tb conseguiu responder tudo direitinho. Nossa, eu nem sabia que a polícia fazia esse tipo de investigação pra tentar pegar imigrantes ilegais no Brasil, isso pra mim era coisa só de Estados Unidos! Fiquei surpresa mesmo, mas ele nem aí, e me disse com uma atitude blasé: “Vivi, vc acha que o Brasil é o quê? Brasil não é país de terceiro mundo não, como um desses qualquer aí da America Latina! E infelizmente os próprios brasileiros custam a entender isso...”. Agora veja só: um britânico defendendo o Brasil para uma brasileira! É, amigos, isso é que é coisa pra inglês ver…
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Cara, eu tô muito sem dinheiro
! Mandar dinheiro pro Brasil, comprar roupa de frio, viajar pro Canadá... Haja milagre a ser feito com esses trocados que me dão toda semana, US$ 140 não dá pra nada! Nunca economizei tanto na vida, e olha que sou esbanjada! Mas agora meu salário tá que nem a Mulher Elástico do filme “Os incríveis”, só se esticando!!!
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Tava perdidinha nos livros, mas agora me achei! Cheguei aki pensando que leria vááários livros em inglês, mas daí cheguei, fiquei trabalhando que nem uma condenada, e livro mesmo que é bom, nada! Agora peguei de novo o passo e estou lendo 4 de uma vez só (sou gulosa sim!): “The Secret Garden”(O Jardim Secreto), de Frances Hodgson Burnett; “Wuthering Heights”(O Morro dos Ventos Uivantes), de Emily Brontë (quem me conhece sabe que AMO o livro, o filme, tudo!); “Lettera Sulla Felicità” (Carta sobre a Felicidade), do filósofo grego Epicuro (ótimas reflexões, as quais estou lendo em italiano pra manter a língua afiada, ufa!); e “Scandalous” (Escandaloso), de Karen Robards. Esse último, e o titulo não me deixa mentir, é aquele livro estilo “Bianca”, “Juliana”, e outros tantos nomes de mulher, bem dramalhão água-com-açúcar mesmo (que meus professores de faculdade abominavam terminantemente!). Devo a aquisição, porém, a minha amiga Fernanda, que passou uma temporada aqui em Virginia mas infelizmente já retornou ao Brasil. Me disse ser um livro maravilhoso, emocionante, chorou e tudo! Bom, até agora não está mal, ainda estou no comecinho, mas se virar novela mexica, eu te mato, Fê! De qualquer forma, é sempre bom (re)descobrir o maravilhoso prazer da leitura, ela tem um poder de te transportar para uma outra realidade que até hoje, após tantos livros lidos, ainda me fascina! Pra mim, nada como estar off , tomar um bom banho quente (pois aki já começou a droga desse frio!), botar o pijama, pegar o chá, ir pro meu quarto, e sentar na poltona para ver a quantas anda a complicada relação de amor, ressentimentos e vingança de Heathcliff e Catherine! Agora são eles que volta e meia me salvam nessa casa de alucinados! E não poderia ter companhia melhor...
Já me decidi: não vou mais estender o ano aqui nos EUA. Tinha ficado meio indecisa, principalmente quando estava com o Peter, mas agora tenho certeza do que tinha antes de pisar aqui: eu detesto essa cultura! O país é legal? Sim, a qualidade de vida é melhor, as pessoas são civilizadas (todo mundo se cumprimenta e falam com vc mesmo se não te conhecem, e jamais te viram a cara que nem no Brasil, p. ex.!) ganha-se melhor, todo mundo tem carro automático, casa grande, viaja bastante, esquia no inverno, compra o que tiver vontade… Essas coisas o salário de quem mora aqui paga (com maior ou menor facilidade, variando de pessoa pra pessoa). Mas o que é essa educação que dão para os filhos? Vide “Nanny 911”, um programa de TV (que não perco um episódio!) com nannies profissionais tentando “consertar” uma família americana em 1 semana, mas as famílias são totalmente desajustadas! E o pior, vc reconhece várias situações na sua própria casa (essa é pra chorar...)! E a cultura? Britney Spears, P-Diddy, filmes água-com-açúcar/pastelão/sanguinário/ação (= sem falas, só gente lutando e se atirando), programa inútil na TV, site inútil na internet e ir a jogo de futebol americano/basebol é só o que as pessoas (principalmente jovens) sabem fazer! O que é teatro, livro, museu, passeios com a família reunida? Aqui nunca vi… E a comida? Não existe uma “cozinha americana”, a comida típica deles é junk food mesmo (comida tipo fast food, podrão!) e eu nunca comi tão mal na minha vida! E a vida familiar? Os pais ralam o dia todo pra deixar os filhos com uma babá pau da vida pq ganha mal ou com a TV/computador/X-box mesmo - já falei pro James que o cérebro dele vai fundir por causa do video-game e ele ri, falando que nem alguém que fumou um beck (mas sem largar o controle): “ Vivi, vc está “exaxerando”, eu estou bem, eu só estou, estou ... vc tá falando do quê?”, e daí volta a jogar por mais 10 horas seguidas! Os pais chegam em casa e só tem forças só pra um simples “boa noite” e se trancam no quarto com a TV, esperando o dia seguinte chegar. Juntando tudo, os EUA pra mim ficaram no vermelho. Além disso, a minha situação aqui piora pq sou au pair, ou seja, ralo muito e ganho muito mal! Daí as coisas que queria fazer (viajar, estudar mais, viajar mais, comprar, viajar, viajar, viajar…) estão super restritas! Vou ano que vem pra Itália, e pronto! Vou trabalhar de qq coisa, dar prosseguimento aos meus estudos, e ver no que vai dar. Aí sim, quem sabe eu não me “acho” lá? E, além do mais, fala sério que a Europa bomba, né?!
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Detalhe: a anta da minha hostmother acha que ainda estou indecisa quanto a renovar o programa, daí isso meio que segura a jararaca pois, acreditem, ela depois de tudo o que faz comigo, ainda está fazendo o maior esforço pra me agradar!!! Imaginem se não quisesse…
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Comecei meu curso de francês no College na terça-feira, e estou adorando! A professora não é lá essas coisas, mas só pelo fato de eu estar saindo de casa pra estudar, já é valido! E vamos conversar que tem um gatinho americano na minha turma tudo de bom! Vou pras aulas até com mais prazer!
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Eu e a minha amiga Joice, que está na Itália, estamos dando boas gargalhadas das nossas complicações com os nossos ex-namorados/ficantes/futuros qq coisa e afins! Agora eu, assim como ela, estou na fase “pinto-no-lixo”! Namorar, coisa séria, apresentar pra família? Sai pra lá, já me bastou o Peter! Fiquei tão feliz por não ter mais que gastar meus sábados almoçando com a família dele toda na casa da vó, sendo bombardeada com perguntas investigativas e tendo que sorrir para todos o tempo todo mesmo quando não entendia o que falavam em espanhol (e eles continuavam a falar do meu lado sabendo que não sei essa língua, tremenda falta de educação!). Aliás, nosso rolo ainda não acabou, mas agora ele já tá sabendo que não quero mais saber de família e nem de espanhol, pois somos só amiguinhos (coloridos...). É por essas e outras que entrei numa comunidade no Orkut que é a minha cara: “Eu não valho 1 real!”. Como disse a Joice, agora juntando nós duas não dá 50 centavos! Hehehe...
A HostSaga
Parte I
Nessa última semana alguém lá em cima resolveu jogar uma bomba estilo Hiroshima-Nagasaki na minha cabeça, para minha infelicidade! Bom, primeiro foi o Peter, o boliviano que estava namorando: rodou. Da mesma maneira que começou, o namoro terminou, vapt-vupt, mas em um mês já deu pra ver que a coisa não iria muito longe, apesar da nossa empolgação inicial. E graças a Deus que não durou mais que isso, senão o meu coraçãozinho não iria agüentar! Contudo, não posso reclamar. Ele foi muuuuito bom pra mim, passamos um tempo maravilhoso juntos, nos divertimos à beça, passeamos muito, curtimos todos os nossos momentos intensamente. Até um porre acabei tomando com ele (coisa nada difícil pra quem bebe 2 drinks e já tá mais alegre que o normal!), e como a gente dançou naquela noite! E ainda nos falamos o tempo inteiro em inglês, português e espanhol, e nos entendemos perfeitamente, não sei como! No dia seguinte, apesar da dor de cabeça, a gente só fazia rir lembrando das cenas hilárias que passamos, e ele ficou super espantado de como eu quase caí da cadeira até, mas em nenhum momento caí do salto 15 que usava! Coisas de mulher... Agora quero repetir a dose! Não do porre (um desses na vida já é o suficiente!), mas do namoro, do date... só que dessa vez com outro! After all, a fila tem de andar!
No entanto, depois veio a Nagazaki me atazanar mais uma vez: Dixie, a minha hostmother. A situação na casa é muito boa pra mim, eu adoro morar aqui no meio do mato mesmo, gosto muito das kids, o pai é gente boa, a rotina é tranqüila... mas só não é perfeito por um detalhe: a peste da mãe! A mulher é o diabo, não me deixa em paz um minuto e tem uma maneira de ser que eu detesto! Por exemplo, no dia em que vim pra cá, durante a passagem pela rua da casa, ela foi apontando para a casa dos vizinhos e falando quem morava onde e se havia crianças na casa ou não e tal. Até que passamos por uma em que ela disse: “Ah, quem mora aí são os Fulanos. Eles são um pessoal pobre, sabe? Mas são os únicos daqui da rua, ninguém mais aqui é que nem eles não, viu?!”. Que pessoa sã faz um tipo de comentário desses? Dali já percebi algumas de suas "qualidades": indelicada, inconveniente e metida a rica (coisa que não é!). E naquela casa tem a Keithleen, amiguinha da Kelly, mas que não podem brincar juntas porque ela não quer que a Kelly “se misture”(palavras da própria!). Mas volta e meia digo que vamos fazer trilha, dou a volta por uma delas saindo lá em cima na minha rua e deixo as duas brincando sim! Se a Kelly vai aprender a ter preconceitos, que não seja comigo! Além disso, ela entra no meu quarto sem bater, mexe nas minhas coisas que já reparei, me acorda às 5 da manhã pra falar trivialidades (mas com isso ela parou já pq tive de mandar a real pra ela!), fala mal dos vizinhos pouco depois de ter sido toda sorrisos para eles... E anteontem foi o mais engraçado: justamente na melhor parte do show que estava vendo na TV, ela entrou no meu quarto (sem bater, claro!), abriu meu closet, elogiou os meus sapatos, calçou dois deles, botou uma blusa minha, olhou tudo em volta pegando algumas coisas, pulou na minha cama, deitou e disse: “Hi, how are you? Let’s hang out!” (Oi como vai, vamos curtir esse tempo juntas, algo assim), como se fôssemos melhores amigas, muito Joselita, totalmente sem noção! E eu, atônita, sem falar uma palavra, simplesmente saí do quarto, pensando “Vai hang out na casa do #@*&%#!”!!! Já até pôs pra fora uma au pair com mala e tudo porque a menina pediu pra trocar de família e ela não gostou – e a garota, sem ter pra onde ir, ficou na casa da vizinha por 2 semanas! E por aí vai...
Visto isso, semana passada foi (finalmente, pois demorou pra acontecer!) o nosso estresse, justamente pelo meu estudo. Ela queria que eu fizesse 1 curso só, em janeiro, numa filial do college que ela escolhesse (perto de casa, mas onde só tem curso de conserto de motocicleta e computação!), depois das sete da noite ou aos sábados, e que eu ainda pagasse a gasolina que usasse, pois, afinal, eu tinha de ser flexível com essa família que já tanto me deu (tabefe na cara, só se for!). Mas eu, diferente das outras au pairs, não fiquei calada e pedi pra trocar de família. Falei que iria estudar sim, mas em 3 cursos, começando em outubro, no campus do college (= longe de casa), sairia de casa às seis (pois as aulas + tardes começam as sete), ela pagaria a gasolina e jamais estudaria aos sábados, pois eles são sagrados e é quando tenho tempo de hang out com as minhas real friends! A mulher começou a se transformar depois que falei isso, virou o Hulk de tão verde de raiva! Gritar, espernear? Que nada, manteve a classe e o sorriso estilo “botox”, afinal ela é muito fina pra esse tipo de atitude de pobre. Mas ficou hiper nervosa, andando de um lado pro outro, dizendo que não era possível, que eu não estava sendo razoável, que não poderia ser assim e ponto! E eu disse calmamente (tinha rezado muito antes!): “Lamento, mas pelos cursos que farei, essas são as únicas turmas disponíveis, portanto, não tem como ser diferente... e ponto”. Ainda bem que na hora ela ligou pra LCC e descontou tudo nela, que disse, pela vigésima vez, que a escolha dos cursos era minha, e que a gasolina quem pagava era ela! Saí ilesa dessa história? Claro que não, e ela vai deixar barato? Agora disse que não posso mais pegar o carro nas horas de folga, até que a situação do seguro se regularize. Acontece que um dia, indo pro shopping com a Kelly, tive um acidente de carro em que bati na traseira da van da frente, mas nada aconteceu, ambos os carros ficaram intactos. Só que o cara, safadamente, quis o relatório policial. E eis que, depois de dois dias após o "sinistro", os pais daqui disseram que o cara acionou o seguro reclamando danos no carro. Que danos? Eu estava a 3 milhas por hora, e só encostei nele, literalmente! Mas americano escroto é o que não falta nessa terra, né (pq será???)? Porém, isso foi há quase dois meses, e ela diz que o seguro nem fez a perícia ainda e que, portanto, até lá tenho que "limitar a minha direção". Mentira deslavada, claro! Como posso dirigir todos o santo dia no mínimo 3 horas pra levar e buscar as kids na escola (fora fotebol americano, cheerleading, casa de amigos... e tudo nessa cidade é muuuuito longe!) e não posso tirar 30 minutos pra ir onde preciso? Ela so quer se aproveitar da situação pra me ter sempre disponível em casa, caso precise de mim nas minhas horas vagas. Mas me finjo de desentendida, como sempre, e pego o carro sim, vou na biblioteca, na farmácia, onde precisar! E já avisei isso a LCC, pois morar no meio do nada a gente até mora, mas sem carro pra ficar presa em casa ad eternum??? Jamais, querida, comigo não! A morte é mais suave!
Olha, ninguém merece, viu?! Mas agora depois desses eventos todos eu até que estou me sentindo muito bem, sabe? Agora que é final de verão e começo de outono, os campos daqui estão lindos, mesclando o verde, amarelo e marrom na paisagem que muda a cada dia e que não me canso de admirar! Ontem caminhei na floresta com a Kelly, planejei + um pouco a minha vida, e hoje finalmente é sexta-feira! No findi vou encontrar com minhas amigas (antigas e algumas novas tb!), pegar uma praia, sair na night de DC talvez... Afinal, a gente veio aqui pra bebê ou pra conversá???
Esse furacão está dando o que falar aqui nos EUA. Aconteceu em New Orleans, LA, bem longe de onde moro, mas até aqui fomos afetados, já que plataformas de petróleo na costa do Golfo do México tiveram de ser fechadas por risco de serem atingidas, fazendo assim o preço da gasolina, que antes era mais ou menos US$ 2,30 chegar a US$ 4,00 na minha região (em outras chegou a US$ 6,00!). Claro, muito do aumento foi também gente querendo se aproveitar da situação e triplicar o preço da gasosa pra faturar um a mais. A situação foi pior do que pensava, pois quando New Orleans foi atingida, eu não estava nem aí, e só procurei saber se o furacão viria pra cá ou não. Mas depois do terceiro dia se falando o tempo todo disso nos noticiários, vi que a coisa estava feia por lá! Mais de meia cidade debaixo d’água, gente passando dias no telhado até serem resgatados, barcos andando nas ruas e desviando de corpos e destroços... Como disseram aqui, a situação parecia de guerra mesmo, “people are living among the dead” (as pessoas estão vivendo entre os mortos), já começaram a surgir mortes por doenças como malária, até roubos e estupros estavam acontecendo a torto e a direita lá, já que policiamento local não existia mais àquela altura do campeonato! Contudo, o pior não foi o furacão, mas o que veio depois. Total desorganização do governo para coordenar refúgios e buscas no lugar, distribuir água, comida e roupas, assim como para liberar verba de ajuda. A situação política do Bush piorou depois disso (graças a Deus!), pois até se começou a questionar sobre a Guerra do Iraque, do porquê de tanta gente lá guerreando por nada, enquanto faltava ajuda no local da tragédia. Além disso, Cuba até se ofereceu para ajudar sobre a operação após o furacão, fato que deve ter deixado o Tio Bush quicando de raiva, certamente. Mas claro, isso não foi noticiado aqui, quem me disse isso foi um amigo meu do Brasil... Bom, depois de tudo isso, devo dizer que os americanos subiram no meu conceito, pois as pessoas estão ajudando muuuuito mesmo, doando dinheiro, comida, serviços, o que podem. Uma só rede de lojas não tão grande assim recolheu de seus clientes US$ 5 milhões para os desabrigados em uma semana! A Kelly teve a idéia de recolher donativos para a Cruz Vermelha, trabalho que foi acolhido pela sua professora, ajudado por mim e pela mãe e realizado pela sua turma. A lição do dia: solidariedade! Por outro lado, vi que em termos de honestidade, corrupção, desorganização, etc. os EUA não estão melhores que o Brasil não! Só nos EUA tem + de 20 mil sites na internet oferecendo-se para recolher donativos para o Katrina, fato que fez o FBI emitir nota alertando as pessoas para doar somente a instituições de confiança. Algumas doações não estão chegando ao destino que deveriam, “sumindo” no meio do processo. E o mais engraçado que ouvi essa manhã no rádio: estavam dando um cheque-auxílio para os desabrigados no valor de US$ 2,000.00 para eles comprarem roupa e comida para a família, mas descobriram que tem muita gente usando o tal cheque em lojas de eletrodomésticos, eletrônicos, e até na Louis Vuitton! Ou seja, o povo passa fome, mas com classe! Agora aqui vai uma, então, para os que acham que os EUA é um lugar muito melhor para se viver que o Brasil: pode ser brasileiro, chinês, americano, hispano, indiano, rico, pobre, preto, branco... a raça humana é uma só, e gente boa e ruim tem em qualquer lugar, seja o país desenvolvido ou não, e essa situação do Katrina não me deixa mentir. Portanto, o dia em que viveremos tranqüilos e sem violência é o dia em que as pessoas do mundo todo se melhorarem, exercendo com amor sua civilidade, e não quando nos mudarmos de um lugar para outro. A qualidade de vida aqui realmente é muito melhor, claro, mas o mesmo não posso dizer da cultura, e dinheiro, apesar de ajudar muuuuito, não é tudo na vida! Na verdade, já estou achando o país agora até mais aceitável de se viver (será por causa do Peter???), mas minha gente, Brasil é Brasil, e nada no mundo, nem as piores tragédias e violências de lá vão mudar isso! Ai, que saudades da minha terra...
Antes de mais nada gostaria de pedir desculpas pelo “sumiço” na internet, mas o computador aqui de casa não está bom, daí fica difícil responder e-mails e postar quando tenho tempo. Porém a situação deve se regularizar em breve (espero!). E outra: eu não fui pro Dia do Brasil em NY, acreditam? A anta da minha hostmother (ou como diz a Fabi, a hostvaca) esqueceu que tinha me dado a sexta-feira off pra eu pegar o ônibus de manhã com minhas amigas, e daí que no dia anterior vira pra mim e diz que não tinha ninguém pra levar e pegar as crianças na escola. E como compensação pelo transtorno me deu um super dinheiro extra: 10 dólares! Fiquei pau da vida meeesmo, não pela merreca, pois sei que ela é avarenta mesmo, mas com a falta de consideração com os planos dos outros (algo super natural pra ela!). Mas deixa ela só comigo, pois o dia dela de “quicar” já está chegando...
Bom, mas, de novo, nem tudo são espinhos no Condado de Harwood! Pois é, gente. Como alguns de vocês já sabem, eu estou namorando
(Êêêêêêê!!! Tirei o pé da lama, Simone! Hehehe!!!)! Ele é boliviano, mas o nome dele é americano, Peter. Minhas amigas daqui sempre falam que conhecer caras em boates é furada, “coisa de uma noite e nada mais”, e que no primeiro encontro os caras nunca beijam. Além disso, eles demoram muuuito a pedir pra namorar, coisa de semanas até os “dates” ficarem mais sérios. E a regra serve pra qualquer cara de qualquer nacionalidade, pois é um fato cultural dos EUA. Pura conversa! Fui numa boate com uns amigos em Georgetown, DC, onde o Peter surge do nada e me chama pra dançar. E depois de muuuuito dançar (arf!), nos beijamos. Nossa, e que beijo! Durou exatamente 30 minutos, só o primeiro beijo! Coisa de adolescente legal, mas não resisti, ele beija muito bem!!! Daí marcamos outro encontro na semana seguinte e … mais beijo! Ele ia me levar pra jantar, mas ficamos tanto tempo no estacionamento do restaurante nos beijando, que ele fechou! E o nosso “date” teve de ser num fast food mesmo (argh, mas era o único lugar aberto àquela hora). Passamos aquele final de semana todo juntos, fizemos vários programas, inclusive o de conhecer a família dele, já que no Sábado eu já era oficialmente sua brazilian girlfriend – ele adora contar para os amigos que tem uma namorada brasileira, fica todo prosa! Foi tudo muito rápido, quando vi estava almoçando com sua família na casa da avó dele! E pelo que me disse, eu fui a primeira namorada a ser apresentada para a família, desde que chegou nos EUA, há 5 anos. Devo dizer que nosso encontro foi algo fora desse mundo, totalmente inesperado, surpreendente e maravilhoso, para ambos! A explicação dele é que nos conhecemos de vidas passadas, e diz isso com uma seriedade que chega a ser engraçado. Quando cheguei em casa no Domingo parecia que tinha ficado 1 mês fora, mas quando a gente conversa, parece que as 5 horas de papo se resumem a somente meia! Vai entender... Nos falamos sempre em inglês, mas agora vamos aprender a língua um do outro, eu espanhol e ele português. Como quero aprender logo, vou começar um curso semana que vem, e o português ele aprende comigo, pelo menos por enquanto. Aliás, já começamos a trocar vocabulários, “meu amorrr” (pois pra ele eu falo arranhando demais a garganta!), “minha garotinha” ou “minha menininha”, assim como “te quiero mucho a ti”, “papucho” (ele), “mamucha” (eu) ...
Sobre meus planos, agora tenho certeza: todos eles foram por água abaixo! Nem posso mais comentar com ele o quanto gosto da Itália e que gostaria muito de ir pra lá pra conhecê-la, pois daí é cara emburrada na certa! Então, como do futuro só quem sabe é Deus, agora a minha filosofia é “Deixa a vida me levar, vida leva eu!”...
Indecisão
Uma das coisas que mais me deixam chateada é a indecisão. Minha, dos outros, do amanhã, do que pode vir a ser… As possibilidades de novos caminhos, porém, é algo delicioso, pois, venhamos e convenhamos, melhor que não ter opções é ter várias! No filme “As Horas”, Meryl Streep diz que o momento mais feliz da vida dela foi quando jovem, pois acordava e via à sua frente um milhão de possibilidades para a sua vida. Era feliz porque não sabia para onde o destino a levaria, e exatamente isso é que era Felicidade. Ela tem razão, e por isso tento agradecer a Deus sempre pelas várias direções que tenho, independente de qual é a certa (se é que existe uma…). E eu seria muito feliz realmente, se não fosse por um pequeno detalhe: junto com o novo, com as possibilidades, vem a ansiedade, o receio de não saber o que lhe espera, o medo do escuro, do desconhecido. Esses dias tenho estado bastante ansiosa por não saber ainda o que vou fazer e se vou poder fazer o que quero depois de estar aqui nos EUA. Bom, dentre outras coisas, uma que está pegando agora é se fico + tempo aqui como au pair. Já estou há 2 meses quase na nova casa, e há quase 5 nos EUA, mas parece uma eternidade! Depois desse tempo todo, vi que gosto muito do país, mas não pra morar. Nada contra, mas não tem muito a ver comigo essa cultura, “nossos santos não se bateram”. Mas posso, pelo menos, renovar o programa. A família tá enchendo o saco perguntando toda a hora se vou renovar, pois eles precisam de mim até outubro de 2006, mas depois desse tempo com eles, acho difícil continuar aqui. As kids e o pai são maneiros, gosto muito deles. Mas a mãe… essa é piradinha das idéias! Esquece o que me fala, diz e não cumpre, me acorda volta e meia 6 horas da manhã pra me lembrar que precisamos de leite, ou outra bobeira qualquer, e agora está implicando com o meu curso, pois na verdade não quer que eu saia para estudar 2x por semana de casa! É mole ter de dormir com um barulho desses? Não quer de jeito nenhum que estude no college da cidade próxima (o único lugar que tem aqui pra estudar) e agora tá me propondo um curso de inglês bosta que dura 1 final de senama em NY. De qq forma, já falei com a minha coordenadora, que disse que ela, apesar de não poder apitar nisso, é mandona mesmo, nunca quer que as au pairs estudem, sempre quer impor a data das ferias (o que tb já me causou estresse) dentre outras coisas. Mas disse que como eu sou daquelas que sei o que quero, não vou me deixar manipular (coisa que fez com as outras). Só pediu pra ir devagar, pois a bicha pode morder... Trabalho pra caramba e ainda tenho que aturar maluco, ninguém merece! Conclusão: não vou ficar + 6 meses aqui meeesmo, mas pretendo terminar o programa com eles. A questão é: vou pra outro lugar? Tento uma família na Califórnia e deixo meus amigos aqui? Volto pro Brasil? Vou pra Itália fazer companhia à minha amiga querida Joice? Não vou poder voltar pro Brasil daqui a uns 6 meses como queria, daí a saudade aperta e já não sei de mais nada…
Mas nem tudo são espinhos no Condado de Harwood! Em Novembro (graças a Deus!) terei minhas tão merecidas férias e visitarei minha amiga Renatinha no Canadá, que, alias, está grávida - parabéns, querida, e muuitas felicidades! Além disso, um dia desses achei perdido no meu closet meu CD ma-ra-vi-lho-so da Adriana Calcanhoto e me atentei pra letra de “Inverno”. E agora, depois desse ultimo findi, consegui entender plenamente o que ela quer dizer. Agora essa música virou minha trilha sonora! Toda a letra sou eu, todinha, sem tirar nem pôr
! Levo as kids de carro pra todo o canto numa felicidade, e larguei meu leão em algum lugar que não sei… e contente vou, pois sei que ela, a Adriana, vai estar lá no CD Player do carro me esperando, pra fazer as minhas idas e vindas + doces ainda…